da Defesa escreve um outro ofí-
cio em que transcreve um despa-
cho de Filipe Nyusi, o ministro,
no qual este instrui a “Proindi-
cus” e os juristas do Ministério
da Defesa para consolidarem as
contribuições para o Sistema Inte-
grado de Monitoria de Protecção.
“O Gabinete do ministro da De-
fesa Nacional apresenta os seus
melhores cumprimentos e serve-se
deste para transcrever o despacho
de Sua Excelência o ministro da
Defesa Nacional, exarado sobre
o assunto versado na nota 769/
NE/A/GAB/DG/2013, de 10 de
Setembro. “ProIndicus – junta-
mente com os juristas consoli-
dar F. J. Nyusi”, lê-se no docu-
mento que está em nossa posse.
No dia 11 de Outubro de 2013,
em resposta à carta de Filipe
Nyusi, o Instituto Nacional do
Mar e Fronteiras, na pessoa do
seu presidente, Miguel Alber-
to Chissano (irmão de Joaquim
Chissano, ex-Presidente da Re-
pública), enviou as contribuições
daquela instituição para o pro-
jecto, através de um ofício com
a referência 122/IMAF/GP/2014.
No dia 14 de Outubro de 2013,
Filipe Nyusi exarou um despacho
“Urgente”, no qual se lê: “ProIn-
dicus incluir observações que
nos interessam para a submis-
são ao CM [NR: Conselho de
Ministros] ainda esta semana”.
No dia 13 de Janeiro de 2014,
Filipe Nyusi escreveu uma car-
ta ao ministro das Finanças
(Manuel Chang), com a refe-
rência 018/GM/MDN/2014,
através da qual envia à apre-
ciação de Manuel Chang a
proposta de contrato entre o
Governo e a “Proindicus”.
“Com vista a operacionali-
zar o SIMP Sistema Integrado
de Monitoria e de Protecção
aprovado pelo Decreto do Con-
selho de Ministros, em Novem-
bro último, junto submeto para
apreciação e formalização de
V. Excia. a proposta de Contra-
to de Concessão do SIMP, a ser
celebrado pelo Governo de Mo-
çambique e a ProIndicus, SA e
a proposta de Diploma Ministe-
rial destinada à consignação de
receitas a favor do INAMAR,
para custear as despesas de-
correntes do exercício da acti-
vidade de protecção costeira.
Ciente do melhor acolhimento,
subscrevo-me com elevada esti-
ma e consideração”, lê-se na car-
ta assinada por Filipe Nyusi, na
qualidade de ministro da Defesa.
Jean Boutani e o financiamen-
to da campanha
Jean Boustani disse, no julga-
mento em Nova Iorque, que fez
pagamentos a favor de Filipe
Nyusi na ordem de dois milhões
de dólares e pagou dez milhões
de dólares a favor do partido Fre-
limo para a campanha eleitoral
de Filipe Nyusi como candida-
to. No processo que decorre em
Londres, a “Privinvest” alega que
pagou “quantias substanciais”,
tanto directa como indirectamen-
te, em benefício de Filipe Nyusi.
O relato começa a partir de
2014 (após a eleição de Filipe
Nyusi pelo Comité Central do
partido Frelimo como candida-
to deste partido para as eleições
presidenciais de 2014). Segun-
do a “Privinvest”, o presidente
do Conselho da Administração
das três empresas (“Proindicus,
EMATUM e MAM), António
Carlos do Rosário, informou a
Jean Boustani (o gestor da “Pri-
vinvest”, sobrinho de Iskandar
Safa), que o Fiipe Nyusi de-
sejava receber fundos da “Pri-
vinvest” para a sua campanha.
Esses fundos deviam ser em se-
parado, relativamente aos fundos
com que a “Privinvest” havia
contribuído directamente para
o partido Frelimo (dez milhões
de dólares norte-americanos).
A “Privinvest” prossegue di-
zendo que Jean Boustani deu
instruções a António Carlos do
Rosário para que pagasse a Fi-
lipe Nyusi retirando o dinheiro
do fundo que os dois haviam
constituído para pagamentos
e investimentos relacionados
com todos os que estavam en-
volvidos nas dívidas ocultas.
Assim, a “Privinvest” fez pa-
gamentos, nessa época, a Fili-
pe Nyusi, por via de António
Carlos do Rosário, incluindo
um pagamento de um milhão
de dólares, feito em 10 de
Abril de 2014, pela “Logis-
tics Offshore” (uma subsidiária
do grupo “Privinvest”), para
uma conta em nome de “Sun-
flower International Corp FZE”,
no banco “Emirates NBD”.
A “Privinvest” relata que
esse pagamento foi, no todo ou
em parte, em benefício de Fili-
pe Nyusi. “O Sr. Boustani foi
informado pelo Sr. do Rosário
que este tinha fornecido esses
fundos ao Presidente Nyusi.”
A “Privinvest” diz que, en-
quanto se aguarda divulgação e
prova, os melhores dados que
a “Privinvest” pode dar sobre
este pagamento são que Carlos
António do Rosário transferiu
esses fundos para Sabina Made-
be, funcionária da “Proindicus”
e parente de Filipe Nyusi. Se-
gundo a “Privinvest”, foi Sabina
Madebe quem tratou de entre-
gar o dinheiro a Filipe Nyusi.
Todos estes assuntos são
considerados irrelevantes.
Filipe Nyusi é tão inocen-
te que nem como declaran-
te serve para a descoberta da
verdade.
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